segunda-feira, 11 de outubro de 2021
Is everyone hanging out without me e a adorável Mindy Kaling
segunda-feira, 14 de junho de 2021
A strange stirring - Stephanie Coontz
The Feminine Mystique and American Women at the Dawn of the
1960s
Um programa
que gosto muito de assistir é o The
Daily Show, que aborda os assuntos mais presentes na mídia e expõe a
construção de sua retórica e contradições. Nos últimos minutos de cada
episódio, John Stewart entrevista um convidado. Foi assim que eu ouvi falar de A Strange Stirring. Stephanie
Coontz era a entrevistada do dia e levantou questões muito interessantes, então
acabei comprando seu livro, que fala sobre a situação das mulheres na década de
60 e sobre como o lançamento d’A mística feminina de Betty Friedan em 1963 influenciou o
movimento feminista.
Sempre que
se fala sobre o movimento feminista, A
Mística Feminina é mencionada
como um dos pilares de sua segunda onda. O livro, considerado um dos mais
influentes do século XX, causou grande impacto na vida de muitas mulheres e ante
seu sucesso, obteve uma oposição tão ferrenha quanto sua defesa. A opressão da
década de 50, assim como a falsa construção da feminilidade como sinônimo de
satisfação com casamento, maternidade e afazeres domésticos imposta severamente
após as mais liberais décadas anteriores, na quais, devido às grandes guerras,
mulheres compunham grande parte da força trabalhadora dos Estados Unidos, é
especialmente tocante. Logo no início do livro, há alguns trechos de relatos
que demonstram as implicações de valores cada vez mais restritivos sendo
impostos:
“Os
pensamentos que eu tinha eram terríveis. Eu desejava ter outra vida. Eu
acordava e começava a limpar e lavar roupas e me sentia miserável. Ninguém
parecia entender. Minhas amigas não se sentiam assim. Eu simplesmente supus que
eu seria punida de alguma forma. Isso é o que acontece com mulheres que são
egoístas. Minhas amigas diziam: você é tão egoísta.”
Mas o livro
não é simplesmente uma exaltação de Betty Friedan e de seus méritos. Stephanie
Coontz, na verdade, é bastante crítica e nomeia um de seus capítulos de Desmistificando A Mística
Feminina, no qual ela lembra que apesar de todo o impacto que teve, o livro
foi o resultado da insatisfação crescente e de muitos movimentos e
manifestações sociais que possibilitaram sua escrita e no qual ela ressalta
que, apesar de toda a veneração que o livro causa até hoje, se seu texto for
analisado, ele é bem moderado, pois um dos principais objetivos de sua autora
era ajudar mulheres insatisfeitas melhorarem sua vida em família.
Em suma, A Strange Stirring analisa de forma detalhada o momento
histórico do lançamento d'A Mística Feminina, seu impacto, seus méritos
e suas falhas, além de propor questões sobre a situação atual principalmente no
que tange à relação entre carreira, educação e família para a mulher moderna. O
livro é ótimo para quem gostaria de conhecer mais sobre a mulher nas décadas de
50 e 60 e o movimento feminista de forma geral. Infelizmente, acredito que esse
livro não tenha tradução para o português, mas para quem puder, é uma leitura
interessante e enriquecedora.
Para conhecer meus livros, acesse www.mahanacassiavillani.com.br
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Antes de tudo Um teto só meu
Em 1928, Virginia Woolf, já naquela época uma renomada escritora, foi convidada pelas faculdades de Newnham e Girton, faculdades para mulheres integrantes da Universidade de Cambridge, para uma série de palestras entituladas: Women and Fiction (Mulheres e Ficção). Ela resolveu falar sobre feminismo.
Na década de 90, Alison Bechdel, em seu quadrinho Dykes to watch out for, na tira com título The Rule, traz um tópico muito interessante quando uma das personagens explica suas regras para assistir um filme:quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Política Sexual - Kate Millett
Política Sexual, escrito por Kate Millett, foi publicado em 1970 e é
considerado o primeiro livro de crítica literária feminista. A obra foi o
resultado da tese de doutorado da autora e causou bastante polêmica, tanto no
mundo literário quanto no feminista. quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Minas na Literatura
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| Virginia Woolf |
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| J.K. Rowling |
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| Clarice Lispector |
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| Maya Angelou |
sábado, 4 de abril de 2015
Músicas que empoderam - Don't rain on my parade!
quarta-feira, 11 de março de 2015
Músicas que empoderam - Alix Olson : A Boca de Eva
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Músicas que empoderam - Less teeth, more tits - Lunachicks
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Quando crescer quero ser... Elizabeth Bennet
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| Orgulho e Preconceito, filme de 2005 |
Mas o que torna a heroína de Orgulho e Preconceito tão
especial? Elizabeth tem
uma mente independente. Em sua recusa à proposta de casamento de Mr. Collins e,
em seguida, a de Mr. Darcy, Elizabeth desafia as regras da sociedade e o
senso comum da época. Mr. Collins poderia evitar o desamparo da família após a morte de
Mr. Bennet e Mr. Darcy é a definição de um bom partido: rico e solteiro. Ao negar as duas propostas de casamento recebidas, ela desafia sua posição social e sua condição de inferior em uma sociedade na qual a mulher só tem valor como esposa. Elizabeth parece não ter problemas em continuar solteira até que encontre alguém que possa realmente aceitar.
Elizabeth, ao ouvir as palavras de Mr. Darcy, recusa sua noção
do que uma dama deveria ser, ela não se encolhe ante as opiniões daqueles
socialmente superiores e nem deixa de mostrar seu desdém pelo exagero das
exigências impostas à mulher. Pode parecer bobo hoje em dia, mas é preciso lembrar que Orgulho e Preconceito foi publicado numa época em que mulheres não tinham direitos. Se hoje muitas mulheres sofrem retaliação apenas por falarem o que pensam, imagine a situação dois séculos atrás, por isso esse diálogo aparentemente banal representa um grande desafio à opressão exercida sobre as mulheres. ![]() |
| Orgulho e Preconceito, mini série da BBC de 1995 |
domingo, 11 de janeiro de 2015
Ele simplesmente não está a fim de você - um livro de auto-des-ajuda
O problema é que o livro utiliza inseguranças femininas para tentar empurrar papéis de gênero ultrapassados e criar expectativas absurdas que aumentam essas inseguranças e olha só que incrível, fazem as pessoas comprarem mais livros. Ele simplesmente não está a fim de você te induz a se odiar e pensar que todos os seus desejos e reações estão errados. Em suma, o livro diz que para conseguir um homem, você tem que deixar de ser você.








